quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Perfil Jenna G

Uma vez por semana, a Ziriguidrum apresentará o perfil de um artista diferente, com detalhes de sua história, influências recebidas e exercidas, suas músicas.

Para inaugurar a nova coluna, escolhemos Jenna G.

Cantora, musicista, atriz e MC no Reino Unido, Jenna nasceu em Manchester (Inglaterra), sob o signo de Peixes. Começou sua carreira muito nova, influenciada pela carreira musical de seus pais. Aos 14 anos, cantava em coral gospel e rádio pirata. Pouco depois, montou uma banda de hip-hop chamada Raggabeats Crew, que chegou ao fim após quatro anos, quando Jenna se tornou residente de uma casa noturna londrina, improvisando letras e rimas em meio às mixagens dos DJs.

Jenna ingressou na faculdade de música, em Manchester, onde conheceu o DJ de dnb Marcus Intalex. Ele a apresentou para a dupla de produtores Darren e 2D, do Future CUT, que estavam em busca de uma cantora. Pronto! A parceria estava feita. Juntos, os três formaram o Un-Cut, cujo primeiro single, Midnight, vendeu 10 mil cópias nas primeiras semanas.

A banda acabou em 2004, e simultaneamente Jenna “faz-tudo” G atuou como atriz em alguns programas de TV, como o Strumpet, da BBC 2, e no filme Two. Mas ela não abriu mão da carreira musical, e enquanto atuava nas telas grandes e pequenas, continuou a mandar suas músicas para a EMI.

A obstinação de Jenna abriu as portas para que ela trabalhasse com grandes nomes da música. Em 2006, fez seu retorno triunfal com o álbum For Lost Friends, e agora, nas manhãs de sábado, ela apresenta o programa 1Xtra na BBC londrina.

Em março de 2006, Jenna G. veio ao Brasil para se apresentar ao lado dos DJs Marky e Cezar Peralta, na Emuzik. Entusiasmada, ela desceu da cabine e foi cantar na pista, misturada ao público, que, para sua surpresa, sabia todas as músicas. Momento inesquecível para os amantes de Drum´n´bass, que há tanto esperavam a presença da simpática londrina no Brasil.

Para saber mais sobre a cantora, acesse:

Blog - http://www.jennag.net/

Letras - http://vagalume.uol.com.br/jenna-g/

1Xtra BBC - http://www.bbc.co.uk/1xtra/jennag/

Myspace - http://www.myspace.com/j3nnag

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Grand Master Ney agitou a última edição da Ziriguidrum

Grand Master Ney

Quem abriu mão de viajar no feriado e foi curtir a última edição da festa Ziriguidrum não se arrependeu: no dia 10 de outubro, das 23h em diante, o Mary Pop Dinning Club foi o palco onde o drum’n’bass e o hip-hop se uniram para fazer a pista ferver até as 4 da manhã.

O convidado especial da noite foi o DJ Grandmaster Ney, um dos principais nomes do hip-hop nacional. “Estou aqui, ao vivo e em preto”, brincou o artista, que tocou e mixou as melhores músicas com o brilho que e tornaram sua marca em mais de 20 anos de carreira.

O destaque foi para o remix Rational Culture - Tim Maia, que produziu em homenagem ao seu filho. A música nunca foi lançada oficialmente, mas fez tanto sucesso que está disponível em cópias piratas nos Estados Unidos e Inglaterra.

Nos toca-discos, Cleber Port, Koloral, Slim e Thiago Un mostraram o que há de melhor do drum’n’bass do Brasil e do exterior. O Lounge ficou sob o comando dos DJs Thiago Fessi (tech house), Twist Project (nu jazz), Michel Lopez (house) e Subcultura (eclectic freestyle), que mesclaram os gêneros eletrônicos com muito estilo!


Confira o flyer da próxima GROOVERIA:

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A ZIRIGUI agitou o Festival Eletrocidade nesse domingo !

Nem a disputa entre São Paulo e Corinthians pelo Brasileirão foi capaz de esvaziar a tenda da Ziriguidrum nesse domingo, que surpreendeu no Festival Eletrocidade e esteve cheia durante a maior parte do evento.

Às 14h os DJs do Urbancollectiv, Beto Chuquer e Leo Ruas, deram início à festa ao som de influências, que ficou completa com o set de Tahira. O Drum´n´bass começou a dar as caras duo, Maloca Dub, que bombou a pista ao som de músicas classudas das antigas e remix do Michael Jackson.

Logo depois os residentes da ZIRIGUIDRUM – Thiago Un e Slim – fizeram um set refinado pra ninguém botar defeito, seguidos pelo esperado Koloral que assumiu as pickups e fez os jungleiros irem ao delírio ao relembrarem o auge do movimento clubber com as tradicionais rodas de dança.

Destaque à parte para uma coisinha lá no meio, um menino de uns três anos arrasou nos passos no meio da galera e deixou muito marmanjo com inveja.

Já era noite, os donos da tenda, Thiago Un e Slim, tocaram mais um pouco pra galera presente e quase às 21h Byte continuou agitando a pista que curtia em pleno domingão.

O Festival estava acabando e nada do povo arredar o pé da tenda da Ziriguidrum. A música só parou quando, gentilmente, as luzes do espaço foram apagadas para avisar que o Festival Eletrocidade havia chegado ao fim, e com sucesso garantido.

Não percam a Ziriguidrum de outubro...

FESTIVAL ELETROCIDADE

Prepare-se! Vem aí o Festival Eletrocidade, projeto da Ziriguidrum para comemorar o Dia da Música Eletrônica

Na semana passada a assessoria de imprensa da Ziriguidrum apresentou um projeto à Subprefeitura da Lapa com a finalidade de estabelecer uma parceria para a realização de um festival por conta do Dia Municipal da Música Eletrônica, comemorado anualmente no último domingo de setembro. Um projeto de lei da, na época, vereadora Soninha Francine (hoje subprefeita da Lapa) instituído em 2005.

O projeto apresenta duas tendas, uma das casas noturnas da cidade e outra da ZIRIGUIDRUM, com muito drum´n´bass pra todo mundo, além de workshops e manifestações culturais como grafites, exposição fotográfica e artistas.

Ainda não temos informações muito precisas, mas já anota aí na agenda: o Festival Eletrocidade acontece no dia 27 de setembro no Tendal da Lapa. É gratuito e dura o dia inteiro. Esperamos você lá.




FESTIVAL ELETROCIDADE (entrada franca)

comemoração ao dia municipal da música eletrônica

dia 27 de setembro

Horario: 12h às 21h

12h às 13h – Workshop de Produção Musical
13h às 14h – Workshop de Economia Criativa

CLUB STAGE (Casas de SP)
14h > Paulo Agulhare (Megga)
15h > Ricardo Motta (Bubu Lounge)
16h > DJ Spavieri (D-edge)
17h > Mauro Borges (Code Club)
18h > DJ Ronald (A Loca)
19h > Hero Zero (Vegas)
20h > Ricardo Gonzales e Marcelo Charbel (The Week)
21h > Rafael Yapudijan (PACHA)

ZIRIGUIDRUM Stage
14h > Urbancollectiv + Garoa fina (Som Jovem)
15h > Tahira (Tapas Club)
16h > Maloca Dub (Liquid)
17h > DJ Koloral (Tune/Spirit of London)
18h > DJ Slim (Ziriguidrum/Mary Pop Club)
19h > Thiago UN (Ziriguidrum/Mary Pop Club)
20h > DJ Andy (Sub Grave/Spirit of London)
21h > Killabyte (Davi Killa & Byte)

apresentando:
Mc Black

MAIS
Intervenções Artisticas
Exposição Fotografica
Feira Mix

Local: Tendal da Lapa
Av. Guaicurus, 1000 - Lapa (a 300 metros da The Week)

Realização: Subprefeitura Lapa e Ziriguidrum



sexta-feira, 31 de julho de 2009

+ Artificial Intelligence

A noite começou boa para quem curte drum’n’bass. O convidado especial de agosto foi ninguém menos que Zula Warner, do duo artificial Intelligence, que esteve na festa da Ziriguidrum para apresentar seu mais novo álbum, Stand Alone, fruto do trabalho desenvolvido desde 2007.

Com pouco mais de 10 anos de carreira, o duo “Artificial Intelligence”, formado por Zula Warner e Glenn Herweijer, vem se destacando no cenário do drum’n’bass mundial com produções de qualidade. A dupla já lançou mais de 60 músicas, publicadas por selos de renome como o Good Looking (de LTJ Bukem), Cycle (de Roni Size) e CIA (de Total Science). Entre suas últimas produções destaca-se a faixa Shame, produzida em parceria com o DJ Marky.

Shame e o remix de Down the Line foram as atrações principais da noite, mas a festa não parou por aí: os residentes Thiago Un e Slim mostraram que em São Paulo também se faz som de qualidade, e o set Ziriguidrum foi completo, agradando a gregos e troianos! Ou melhor: a meninos e meninas, que vibraram com músicas como Show me Love e Find Myself.

Destaque também, para o Projeto Sabotagem, liderado pelos DJs Avontz & Djoe, que se revezaram nos toca-discos. Para encerrar com chave de ouro, o DJ Andy comandou os toca-discos até o Sol nascer, com um set repleto de Jungle.

E atenção! A Ziriguidrum está engajada no festival Eletrocidade, que acontece no último domingo de setembro. Em breve, mais notícias.


ZIRIGUIDRUM e SABOTAGEM apresentam:

ARTIFICIAL INTELLIGENCE – UK



MATERIA essential LIMÃO:
http://www.essential.limao.com.br/index.php?area=blog.php&id=1049



DATA: 15/08/09 | SÁBADO | 23Hs

Line UP pista:

DJ SLIM & THIAGO UN (ZIRIGUIDRUM)

AVONTZ & DJOE (SABOTAGEM)

DJ ANDY (SUBGRAVE)

ARTIFICIAL INTELLIGENCE – UK

Inegavelmente um dos mais ativos talentos e mais populares produtores de drum & bass da atualidade.

Em sua vinda ao Brasil, em única e exclusiva apresentação, farão a divulgação de seu novo álbum "Stand Alone", o qual vem sendo trabalhado ao longo dos últimos 2 anos, e terá seu lançamento mundial realizado pela “V Recordings”.

O 1 º single do álbum, “Days of Rage’”, lançado ano passado, chegou ao topo da BBC Radio 1” londrina, seguida por "One or None", também da dupla;

Ao longo dos anos, demonstraram ser artistas super versáteis, realizando produções que vão desde o lado “sombrio” até o mais melódico, onde juntamente com DJ Marky e Ben Westbeech, desenvolveram o hit “Shame”;

Todo esse sucesso fez com que eles se tornassem “Headliners” das principais festas do gênero na Inglaterra, como “Swerve”, “Movement”, “Breaki n’ Science” e nos melhores club Europeus como Fabric, The End, The Ministry of Sound; Além de se apresentaram em países como EUA, Argentina, Japão, Austria, França, Nova Zelandia, Polônia entre outros;

http://www.myspace.com/artificialintelligence1


Line UP lounge:

GUI PUJIZ - minimal

URBAN COLLECTIV. - influências

LAGOSTA - clássicos

RICARDO SL - house


VALOR:

R$ 20,00 c/ flyer ou lista

R$ 30,00 s/ flyer ou lista

LISTA: ziriguidrum@uol.com.br | lista@ziriguidrum.com

FLYER | FOTOS | VÍDEOS: www.ziriguidrum.blogspot.com

LOCAL: JOY CLUB

Rua Deputado Lacerda Franco, 342, V. Madalena

Próximo a esq. com a Rua Cardeal Arcoverde

Estacionamento no local / aceita cartões de crédito

EXTRA: Distribuição de adesivos e camisetas by Ziriguidrum & LifeStyle4Life

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Nathalia Estevam e Dani Sartori

ORGANIZAÇÃO: GUSTAVO MIRCKO e THIAGO CAMPOS

PROMOÇÃO: MIBA

Apoio:

MOVEMENT, V RECORDINGS, SUBGRAVE, DNBONLINE.COM.BR, DRUMBASS.COM.BR, LIFESTYLE4LIFE, KINGS, ESSENTIAL.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Drum’n’bass – Passando a limpo!

Algumas pessoas optam pelo estilo eletrônico por preferência pessoal. Outras, por questões profissionais, sociais ou culturais de grupo. E, em momentos de grave crise econômica, como o que o mundo atravessou recentemente, a questão custo X benefício ganha um peso significativo.

A cultura Junglist (termo abrasileirado pouco conhecido, usado pelos envolvidos no movimento) constitui uma nova vertente cultural: jovem e diferente, ela estabelece determinada relação com a cultura urbana. No entanto, a aceitação desse movimento está atrelada a premissas que, até então, se baseiam em fatos empíricos e carentes de cientificidade.

Diferenciado de outras vertentes da música eletrônica em virtude de suas batidas rápidas, acima de 160 BPMs (batidas por minuto), pela variedade de ritmos que se fundem (como pode ser percebido nas produções de DJs nacionais em conjunto com cantores e artistas de bossa nova), e também, pela possibilidade de representar vários contextos culturais, como o hip-hop e o ragga, o Drum and bass está “camuflado” na nossa cultura. Porém, se prestarmos atenção, será possível identificá-lo, bem como a outros estilos eletrônicos, nas trilhas sonoras de comerciais, documentários e programas de TV.

O objetivo deste trabalho é colocar em evidência um estilo musical que, mais do que uma forma de expressão artística, é o símbolo de uma forma de ver e sentir o mundo. O Drum’n’bass é o ritmo que acompanha um enredo da vida real, com seus valores, anseios, dinâmica socioeconômica, concepções político-ideológicas e influências culturais. Buscamos, portanto, retratar a essência do movimento e os principais fatores que contribuíram para seu nascimento.

O termo “Drum and Bass” (formas contraídas: drum’n’bass, D&B, DnB ou simplesmente d’n’b) vem do inglês e significa “bateria e baixo”. Trata-se, portanto, de uma referência à característica mais marcante das produções desse ritmo, em que os principais elementos são batidas: em algumas, de bateria acústica; e, em outras, do som forte e grave do baixo.

O “Drum and Bass” é um estilo de música eletrônica que originou se a partir de diversos outros estilos, entre eles: Hip-Hop, Ragga, Jazz, Reggae e Jungle. Destacou-se na cultura mundial no começo dos anos 90 e foi universalizado pela Inglaterra, onde o hardcore e o breakbeat, que estão nas raízes da vertente D&B, estavam disseminados nas periferias, ou “guetos londrinos”.

Como evolução do Hip Hop, com batidas quebradas, o hardcore breakbeat, após receber influências do Ragga e do Dub, ambos ritmos jamaicanos, denominou-se Jungle. Em virtude dessas influências, há quem situe as verdadeiras origens do DnB na Jamaica.

A hipótese mais conhecida para o aparecimento do nome Jungle é a referência ao gueto, às zonas habitadas por minorias segregadas. O jungle era, sob esse ponto de vista, música da periferia. Interpretado por muita gente como “preconceituoso”, o termo causou problemas, e há hipótese de que essa tenha sido a razão pela qual adotou a nomenclatura drum and bass. Também deve-se considerar a hipótese de que, com as festas de jungle, o uso de crack e cocaína aumentava, com consequências violentas que “sujaram” o nome jungle – e, daí, a necessidade de mudá-lo.

Entretanto, o Drum and bass deve ser entendido como uma evolução cultural e sonora do jungle, com a essência deste mesclada a ritmos latinos.

Próxima edição Grooveria & Cassimira:



segunda-feira, 29 de junho de 2009

ZIRIGUIDRUM DE JULHO !!!



Profissão ou não?!

A regulamentação da profissão de disc-jockey é alvo de discussão e divide as opiniões dos profissionais da área.

“São Paulo, 22 de dezembro de 2007.

Projeto de Lei do Senado Federal Nº 740, de 2007.

Art. 1º O exercícios das profissões de DJ (disc-Jockeys), Produtor DJ (Produtor Disc-Jockey) e profissional de cabine de Som DJ (Disc –Jockey) é regulamentado pela presente lei.

Art. 2º Para efeitos desta lei, é considerado:

I – Dj (disc-jockey) ou Profissional de cabine de som DJ (disc-jockey) é aquele que cria seleções de obras fixadas e de fenogramas, impressos ou não, Organizando e dispondo seu conteúdo, executando essas seleções e divulgando-as ao público, através de aparelhos eletromecânicos, eletrônicos, ou outro meio de reprodução.

II – Produtor DJ (disc-jockey), o profissional que manipula obras fonográficas impressas ou não, recriando versões, remixando, fazendo montagens, mixagens, cria obra inédita, originária ou derivada.”. (Senador Romeu Tuma)

Mesmo depois de se consagrarem como estrelas da música, atuarem como compositores e agitarem as noites em casas noturnas, os DJ e Produtores Musicais ainda não constituem uma categoria pofissional perante a lei brasileira.

Atendendo às reivindicações do SIDECS (Sindicato dos DJs e profissionais da cabine de som), o Senador Romeu Tuma apresentou, em dezembro de 2007, o projeto de lei que prevê a regulamentação da profissão de Disc-Jockey. A proposta foi encaminhada às comissões de Educação, Cultura e Esporte.

Ainda tramitando no senado, o PL gera polêmica. Os principais motivos de discórdia dizem respeito à obrigatoriedade de registro junto Ministério do Trabalho e à exigência de diploma de curso profissionalizante reconhecido pelo MEC ou pelo sindicato da categoria.

“Talento é suficiente. Não precisa de diploma pra provar que o cara é bom, é profissional. Se começarem a impor muitas barreiras nos contratos, nenhum DJ será contratado”, alerta o DJ Anderson Noise, que atua na cena há mais de 10 anos.

O presidente do SIDECS, Antonio Carlos, discorda: “A lei não visa só à qualificação dos novos profissionais que serão inclusos no mercado, mas sim à inclusão deles em leis trabalhistas”. Segundo o sindicalista, a falta do reconhecimento legal deixa o profissional da área completamente desprotegido: “Nós não temos direito a seguro-desemprego, fundo de garantia, aposentadoria e nem mesmo à retirada de um empréstimo, pois o DJ não tem como comprovar sua renda”.

É por isso que, mesmo com seus pontos polêmicos, o PL agrada muita gente, que considera “essencial” algum tipo de regulamentação.

E, de qualquer forma, ainda dá tempo de fazer os ajustes necessários: o PL atualmente está parado no Congresso, e nem sequer passou por todas as comissões de análise.